sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A LENDA DE TELASSINN

Vou tomar a liberdade de postar a primeira história aki :P
Ela foi idealizada pela Fernanda, do 2ºP, e que contou com a minha contribuição. Vocês irão perceber alguma coisa de familiar no final da história, rsrs.
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A Lenda de Telassinn

Lá estava Christina, ou melhor, Tina, como era conhecida, com seus dezesseis anos, preparando-se para mais uma Sexta-Feira 13 na companhia de seus seis maravilhosos amigos de banda: Flá, Amy, Beto, Vini e Max, que com quinze anos era o mais novo da banda, pois o restante tinham a mesma idade de Tina.

O relógio marcava 21h10 quando Tina saiu de sua casa a fim de encontrar os amigos. Era de costume para a banda se reunir toda noite de Quinta-Feira 12 em algum local julgado por eles apropriado, e assim quando o relógio marcasse 00h00 começavam a tocar suas músicas em alto volume, como um ritual de iniciação de toda Sexta-Feira 13. Os lugares escolhidos por eles, todos criticamente analisados, eram sempre lugares onde ninguém em seu juízo perfeito gostaria de estar em uma data como esta. Não que eles fossem loucos, apesar de muitos dizerem isso, mas poderia-se dizer que eles apreciavam um pouco de adrenalina no sangue. A prova disto são os lugares estiveram em outras Sexta-Feiras 13: cemitérios, casas abandonadas, terrenos isolados, e principalmente locais que tinham histórias sobre fantasmas.

Enfim, pense num local tão sinistro quanto medonho, tão terrível quanto o seu pior pesadelo, tão abandonado quanto o pobre Vini quando Tifane, a namorada, o largou, que com certeza o grupo de amigos já estiveram lá. Para essa ocasião, os seis companheiros de banda decidiram que o ritual de iniciação da Sexta-Feira 13 seria passado em um castelo localizado no centro histórico da cidade, cuja fama se fez graças à uma lenda que cercava sua a sua história, e que relata o seguinte:

"A cerca de praticamente 100 anos viveu, naquele castelo, uma linda jovem, por nome Telassinn. A moça, que era dotada de uma grandiosa beleza, carregava consigo o desgosto de um casamento forçado, e se já não bastasse isso para seu sofrimento, estava apaixonada por Julian Challon, filho do ferreiro, que apesar da humilde situação em que vivia, era um homeo íntegro e de coração nobre, muito diferente do homem que havia despensado-a, que mesmo sendo jovem, mantinha sua alma velha e amargurada, era frio e não tinha escrúpulos. Lorde Maffret, como era chamado, ao descobrir o envolvimento de Telassinn com Julian, mandou imediatamente seus homens atrás de Challon, fazendo com que eles matassem-no, e também sua família.

Isso só serviu para aumentar a tristeza da pobre Telassinn, que durante os dias seguintes lamentou incansavelmente a morte do amado. Somente quando uma Sexta-Feira 13 completou uma semana da morte de Julian seu pranto cessou; um silêncio invadiu as ruas do centro, já que não mais ouvia-se seus gritos de tristeza. Porém, o silêncio não durou muito, já que um forte som, como de uma bomba, vindo do castelo, assustou a todos que residiam por lá. Curiosamente, o castelo continuava intacto, sem qualquer rachadura ou fumaça saindo pela janela. A surpresa só não foi maior que a descoberta seguinte: como se por mágica, todos os habitantes do castelo desapareceram.

O escândalo do acontecido logo se espalhou, as pessoas especulavam sobre o paradeiro de todos. Uns diziam que Telassinn matou a todos e escondeu os corpos nas paredes do castelo e fugiu; outros afirmam que a pobre moça, num ato de loucura, vendeu sua alma ao diabo, e ofereceu as almas das outras pessoas do castelo em sacrifício para poder obter imortalidade e assim vingar-se de Lorde Maffret, mantendo sua alma prisioneira no castelo. Agora, exatamente em todas as Sexta-Feiras 13, ela retoma a vida e anda pelos aposentos do castelo, lamentando a morte de Julian, e jurando morte a todos que ousarem interromper sua dor".

Tina dobrou a esquina rumo ao centro histórico, e logo avistou as cinco fisionomias que já lhe eram absolutamente familiares. Se aproximou e logo foi se desculpando:

- Perdão gente, desculpa o atraso... Tive os probleminhas, sabem...

- Como não saberíamos... Já estamos até acostumados com teus atrasos. Se ao menos chegasse uma vez na hora marcada! - falou Vini, visivelmente irritado, o que também deixou Tina nervosa.

- Vejam só "o-senhor-tenho-hora-marcada-para-chegar-em-casa" se pronunciando.

- Pelo menos honro meus compromissos!

- OK, vai dizer agora que nunca se atrasou para nada?! - exclamou Tina. Amy, muito esperta ao perceber o clima contrariado entre os amigos, logo interveio:

- Então, gente, que tal pararmos com a discussão e entrarmos no castelo de uma vez por todas?

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Os jovens entraram por entre os enormes portões do castelo, seguindo por um longo caminho cercado pelo que antes fora um belo jardim, e agora estava mais para floresta amazônica. Depararam-se com uma porta tão grande quanto os portões, que apesar do tempo tinha boa aparência. Vini e Beto tentaram abrir a grande porta, porém parecia que estava trancada; resolveram, então, pegar impulso e chocarem-se contra a porta se forma simultânea, mas acabaram com os traseiros colados ao chão. Intrigados, começaram a ouvir ruídos vindos de dentro do castelo, como se alguém estivesse a andar por ele, até que os ruídos cessaram para dar lugar a batidas fortes na porta, como tentativas para abri-la. Vini e Beto se levantaram de imediato para se juntar às meninas, que começavam a recuar. Quando, de repente, o silêncio novamente dominou.

Os amigos olharam-se, como se estivessem buscando respostas para o que iria acontecer em seguida. Mas nem precisaram falar nada, pois a maçaneta da porta começou a girar vagarosamente. Suando frio e com os corações disparados, os cinco jovens observaram quando a maçaneta parou de girar e a porta lentamente ia se abrindo, dando passagem para sair o escuro que dominava o ambiente. Nem ao menos perceberam que um dos seis amigos já havia desaparecido. Finalmente a porta se abriu quando já estavam prontos para correr desembestadamente; uma sombra destacou-se entre o breu que dominava o recinto, e então puideram ouvir a voz pertencente a sombra que tanto os amedrontavam:

- Sejam bem-vindos ao castelo mais aterrorizante de todo o país. A partir do momento em que adentrarem essas portas não mais poderão sair.

- Max, é você?! - perguntou Flá, mais calma.

- Claro que sou eu, quem esperavam? Lady Telassinn? - caçoou.

- O que fazia lá dentro? Como entrou? - quis saber Beto.

- Simples: enquanto vocês ficavam aí se matando para abrir a porta, eu dei a volta, descobri uma janela quebrada, entrei e abri a porta. Vocês precisavam ver suas caras de medo... E isso porque ainda nem entraram...

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Os amigos, tendo entrado no castelo, se depararam com uma escuridão e um silêncio enorme. A pouca visibilidade era proporcionada pela luz do luar que entrava pela janela. Próximo à ela, havia um armário. Beto aproximou-se e o abriu: a prateleira superior continha um castiçal e uma vela que já havia sido usada. Mais nada.

Ele pegou o castiçal e a vela, e foi procurar algo dentre o que levaram para acender à mesma. Um som vindo mais do interior do castelo chamou-lhe atenção; era um som como o de um cuco-relógio. Junto com um som, veio um vento pela janela que lhes fez percorrer a espinha, provocando neles um arrepio. Ao entrar em contato com o vento, a vela acendeu-se sozinha. Devido ao susto, Beto deixou tudo cair no chão. O castiçal permaneceu sem nenhum arranhão, e a chama da vela ficava cada vez mais forte. Tinha dado 00h00.

Passado o susto, eles começaram a tomar as providências para fazer as gambiarras e tocar rock. Esse processo foi muito difícil, visto que só tinham a vela misteriosamente acesa. Então, subiram para o segundo andar do castelo. Primeiramente, saíram à procura de outras janelas, para obterem mais luz. Tina entrou no primeiro quarto achado, e que continha uma janela. Os outros seguiram pelo corredor...

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!!!

O grito vinha do quarto. Voltaram lá correndo, e avistaram Tina pálida. Parecia que tinha visto um fantasma, a julgar por sua aparência. Suava frio e de seus olhos escapavam lágrimas de horror, enquanto olhava fixamente para o parapeito da janela.

- O que aconteceu? - perguntou Vini. Porém, ela nada respondia. Só se manifestou quando o ser que a amedrontava começou a voar em sua direção. Sua primeira reação foi agarrar Vini e enterrar o rosto em seu peito, gritando apavorada:

- Mataaaaa! Mataaaaa! MATA A BARATAAAA!

Ao perceber do que se tratava o desespero de Tina, os meninos exclamaram indignados. A pobre barata pousou sobre a parede ao lado de Flá, que ao perceber começou a gritar também. A barata se assustou e começou a voar para todos os lados, deixando as meninas desesperadas. Cansado da cena, Beto tirou seu sapato e matou a barata, jogando-a pela janela logo após. As meninas acalmaram-se, e ainda faltava muito para ajeitar o ensaio da banda deles. Enfim, com tudo terminado, começaram a tocar suas músicas. Quando, no corredor, ouviu-se um objeto de vidro quebrar-se.

Visto que os amigos estavam todos presentes naquele quarto, o mais natural de se pensar era que havia mais alguém dentro do castelo. Todos pararam instantaneamente, e aproximaram-se da porta do aposento. Depois de alerta, foi possível ouvir passos de alguém que se afastava lentamente. - Quem está aí? - gritou Amy.

Todos levaram um susto, pois a pergunta obteve resposta. Uma voz rouca e fraca falou algo imperceptível. Então, percebeu-se que os passos haviam cessado. Durante aproximadamente dois minutos nada se ouvia, um silêncio invadiu o aposento, para então ser interrompido por outro vento, dessa vez mais forte que o que acendera a vela anteriormente, e percorreu o cômodo por completo, fazendo com que as janelas se abrissem e se fechassem simultaneamente. Assustados, voltaram correndo para o andar térreo do castelo.

- O que foi isto? - perguntou Amy, exasperada.

- Diga você, afinal foi você que teve a brilhante idéia de virmos pra cá - disse Beto, visivelmente angustiado.

- Como se tivesse sido obrigado a comparecer.

- Para de ser idiota! - retrucou Beto à Amy.

- Querem saber? Pra mim já chega, vou dar o fora daqui imediatamente - falou Flá.

Ao tentar abrir a porta, percebeu que a mesma se encontrava emperrada. Max tentou abri-la também, mas sem sucesso. Subitamente, começaram a ouvir um ruído terrível, que mexia com seus neurônios, provocando uma forte enxaqueca em todos. Perceberam, então, que o vidro da janela começara a trincar, rachando-se sozinho para formar palavras na janela que diziam o seguinte:

- Estúpidos jovens, pensam que podem me desafiar entrando aqui e perturbando minha paz? Ora muito bem, eu aceito o desafio. Preparem-se, pois a brincadeira vai começar.

Tina, Amy, Flá, Vini, Beto e Max ficaram paralisados no hall do castelo, com expressões aterrorizadas diante de tais palavras. Repentina e inesperadamente, os próprios equipamentos deles, no andar de cima, começaram a executar uma música de aparência demoníaca, num volume altíssimo. O medo os tomava cada vez mais, até que, tão repentinamente quanto havia começado, a música se findou.

Muitos ruídos, parecidos com curto circuito, romperam pelo castelo. O equipamento deles havia sido completamente prejudicado. Então, uma chama de fogo surgiu no centro daquela sala e iluminou tudo. Havia outra escadaria além daque haviam utilizado anteriormente. Num ato impulsivo todos correram em direção à ela, e sem nenhuma surpresa se depararam novamente com o breu e o silêncio. A chama apareceu no outro extremo, e a iluminação revelou diversas silhuetas ao longo do corredor.

Ao correrem por entre as pessoas, puderam ver a aparência terrível e o cheio tão ruim quanto que exalavam, o que os obrigou a prender a respiração enquanto passavam. Ao fim do corredor havia uma curva para a direita, contendo uma porta no final. A misteriosa chama havia sumido. Às cegas, Max empurrou a porta, e todos os amigos deram de cara com um aposento pior do que os anteriores. Tinha uma espécie de santuário logo à frente da entrada. Do outro lado, um enorme quadro pendia na parede, mostrando a feição de uma bela moça, com longos cabelos loiros e cachos nas pontas, olhos azuis e penetrantes, que facilmente poderia enfeitiçar um jovem cavalheiro que se aventurasse naquele olhar. Pela janela do quarto entrava um feixe de luar inclinado, que caia diretamente sobre uma cama.

Uma mulher loira e de aparência fantasmagórica estava deitada nela. Ficaram surpresos ao constatar que era a mesma mulher do retrato. Nesse momento, surgiu uma aparição ao lado da casa, branco-azulada, que carregava a chama de fogo no que aparentemente era uma mão. A chama subitamente se apagou, e a aparição deu uma espécie de mergulho sobre o corpo da mulher na cama. Ela, que parecia morta, imediatamente começou a respirar. Ela era Telassinn. O tempo não lhe fora muito justo, e já estava em estado de decomposição. Ela levantou lentamente e depositou seu olhar nos garotos à porta. Imediatamente, começou a fazer propostas bondosas à eles, como se fosse para eles ficarem no castelo, porque seriam felizes, mas isso contradizia totalmente seu olhar.

Max, que tinha em suas mãos o castiçal e a vela, usou-a para colocar fogo no altar do quarto, que tinha fotos de várias pessoas. Curiosamente, o corpo de Telassin também começou a crepitar fogo, conforme este se alastrava pelo altar. Max colocou fogo em tudo o que foi possível no quarto, que espalhou-se facilmente. Os jovens saíram correndo o quarto, desceram o mais rápido possível e saíram pela janela que Max encontrara ao entrar. Correram até não agüentarem mais.

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Dois dias depois...

Tina e seus amigos estavam reunidos em sua casa quando viram no telejornal a notícia de que o castelo havia se incendiado misteriosamente. De acordo com a repórter, o fogo consumira tudo, com exceção de um quadro, que milagrosamente sobreviveu à fúria do fogaréu. Ao focalizar de perto o quarto, eles podiam jurar que os olhos de Telassinn se mexeram para encará-los, mas nenhum dos seis teve coragem para assumir isso.

Quanto ao terreno, fora utilizado para a construção de uma escola. Dizem que a famosa loira ronda por entre os banheiros da escola, a procura dos jovens que destruíram seu império. Dizem até que se pode envocá-la ao dar três descargas e três chutes no vaso sanitário, seguidos da pronúncia de três palavrões. O que não sabem é que, ao fazerem isso, as pessoas permitem que ela roube deles a alma, podendo assdim circular por entre os reles mortais em um corpo novo, com a esperança de encontrarem os jovens roqueiros. Ela poderia ser qualquer um ao seu lado. Por isso, mantenha os olhos sempre abertos... Nunca se sabe.

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Em breve, "A República", continuação da história acima...


Desculpem-me pelos possíveis erros de português (principalmente a prof. Ana Lima, se caso ela vier a ler :P)

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